25 de junho de 2015

2000, já?!


 Primeira Ragazza que comprei, aqui na versão espanhola, 2001

Estamos em 2015. Deparamo-nos com um período em que tendências revivalistas co-habitam com escapatórias contemporâneas. Num dia veste-se silhueta em A, com maxi saias e vestidos, noutro uma silhueta larga, geométrica, em vestidos e casacos estruturados. Usa-se o simples como uma Suiça do estilo, o normcore. Fartamo-nos  e voltamos à sede pelo exagero, pelo ornamental. E de repente, quando pensávamos que as repetições tinham espaçamentos de vinte anos, 2000 invade-nos o armário, outra vez!
Se até aqui víamos 70's e 90's por toda a parte, agora sentimos algo atrás de nós, uma sombra bem presente que caminha passo a passo: 2000! Veio cinco anos mais cedo e, embora ainda tenha mais cinco para amadurecer e tornar-se viral, continua a impor-se precocemente. O sentimento é igual para qualquer pessoa ao olhar para fotografias antigas: primeiro não acreditamos que o tempo voou tão rápido e depois há um sentimento de ridículo misturado com uma dose de orgulho porque "aquilo era o que se usava!". Será que queremos já 2000 de volta?! 

Kitten heels, spaghetti straps, crop tops em crochet, polos e t-shirts sobrepostas, outfits num só tom, "chinelos de enfiar no dedo", Tweety estampado, gargantilhas com golfinhos, borboletas, lilás e roxo a serem do mais cool, rendas e inspiração em lingerie, calças de cintura descida e à boca de sino, bonés, fatos de treino, bandoletes, franzidos, cetins, The O.C.... Depois a cena indie a despontar com óculos Wayfarer, tachas, rapazes de bigode, street art  e tatuagens a serem chamadas de arte, o Reino das skinny jeans, jeans às cores, gorros e boinas, estampado de caveiras; óculos de sol de plástico com grelha, Gossip Girl... Ufa! E tantas mais micro tendências!...

Por estes 10 anos terem sido a minha idade da adolescência e entrada na faculdade tenho as memórias tão vivas e das melhores histórias para não contar! É uma idade crucial em que se busca a identidade própria, persegue-se a ambição de ser único, de marcar um statement de estilo. A minha primeira revista de moda foi a Ragazza, que me ensinava tudo o que eu precisava de saber e mostrava as It Girls da época! Misha Barton era a Deusa. Lindsay Lohan aparecia em todos os spreads de estilo. Kate Moss era/é paradigma. Paris Hilton, Nicole Richie, irmãs Olsen, Hillary Duff, Shakira, Jennifer Lopez, Britney Spears, Kristen Dunst... No meu imaginário mais romântico de adolescente há um filme que marca e guarda as minhas memórias principais de estilo. A rezar para não ser julgada, confesso que é o Coyote Ugly. Tantas referências, que aos poucos vou vendo nas imagens de street style, nas ruas e nos lançamentos das colecções,  encheriam demasiado um post. Assim vou fazendo trow backs nas próximas incursões por aqui, cada tema será um artigo.

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