15 de janeiro de 2016

Em 2016 Vou... Deixar de Fumar


 Meredith Lyon

Chega a última semana de Dezembro e começa a melancolia ao fazer o resumo do ano, as expectativas com o que virá e sobretudo as promessas. Com base nesta ideia irei abordar alguns temas mais comuns nestas listas de conquistas a alcançar no ano novo. Algumas promessas estão também na minha bucket list anual mas esta primeira, felizmente, não faz parte. O tabagismo foi sempre algo que enfrentei passivamente, em casa, e que desejei ver-lhe um fim. Talvez com os testemunhos de ex fumadores a vontade em deixar os cigarros cresça, já em 2016!
O tabaco, originário da América, foi introduzido na Europa na época dos Descobrimentos. Era tida como uma planta medicinal mas ao longo dos séculos começou a ser consumida recreativamente enquanto símbolo de estatuto social. Hoje é bem conhecido que não existe nenhum benefício em fumar, nenhum! Para além da dependência, que torna corpo e mente reféns, os fumadores correm alto risco de doenças cardiovasculares e respiratórias, deterioração dentária e cutânea, úlceras, cancro no esófago, garganta, pulmão...
Mesmo com as regras do jogo a irem contra os fumadores, os preços mais altos e a descontinuação de várias marcas, continuamos a ver indivíduos de várias faixas etárias de cigarro na boca. No geral os fumadores experimentaram pela primeira vez um cigarro na adolescência. Fenómeno de integração social, os jovens são muito permeáveis ao contacto continuado com o tabaco. Este foi o caso da Romina, que começou a fumar regularmente aos 15 anos e fê-lo até aos 19. Chegou a consumir dois maços por dia durante um ano e esporadicamente, quando saia à noite, consumia cinco no total. Apercebeu-se do excesso em que vivia e foi o factor poupança que mais a motivou a reduzir. Hoje, com 24 anos ainda fuma um ou outro cigarro, mas nunca com a periodicidade anterior.
A Ester também começou a fumar aos 15 anos e foi deixando de fumar aos 42, com tentativas mais e menos definitivas. Razões médicas fizeram-na tomar medidas mais drásticas e recentemente experimentou pastilhas de nicotina. Tomou apenas três e conseguiu não voltar a pegar num cigarro. O que se seguiu foi algum aumento de peso, cerca de 8 kg, mas ganhou um olfacto mais apurado. Até agora conseguiu manter-se afastada deste vício por sete meses, sem recaídas!

A Paula fumou durante cerca de vinte anos e uma constipação fê-la afastar-se dos cigarros. Não era a primeira vez que o fazia por estar doente mas esta coincidiu com uma passagem de ano e decidiu que se não sentia falta naquelas alturas não compraria mais nenhum maço. Assim foi, numa luta entre corpo e mente, onde nunca foi totalmente perceptível qual das partes se negava a voltar a fumar e qual insistia em voltar ao velho hábito, abandonou o vício. Já passaram oito anos e sente-se com mais resistência física e melhor capacidade respiratória. O aumento da actividade física (ela admite que antes era mais sedentária) e o afastamento da nicotina contribuíram para se sentir muito mais saudável.

Também com início na adolescência, fumou durante quarenta anos e nos últimos dois meses e meio o César deixou os cigarros. Sentia-se cansado facilmente e a saúde falou mais alto. Poupar, neste caso, é um mero extra. As diferenças que sente baseiam-se num pouco mais de ansiedade mas fica feliz por ver o seu apetite voltar sem aumentar o peso na balança!

Para além dos substitutos de nicotina existem outros métodos que podem ajudar no abandono do tabagismo, como os cigarros electrónicos (cujos malefícios ainda estão a ser estudados/comparados). Qualquer decisão que inclua estes produtos deverá ser bem ponderada, com acompanhamento médico. Uma forma mais natural é a acupunctura e o ideal é possuir uma grande determinação e força de vontade! Boa sorte *

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