2000 | It Girls


Agyness Deyn para i-D em 2008

Na década de 00 tivemos o boom das It Girls, as miúdas que todas as outras queriam ser mas mal conseguiam imitar. As primeiras que vêm à minha memória não eram só it, eram também bad. Ou seja, apareciam não só nas fotografias da secção de estilo a copiar, mas também nas de paparazzi, em figuras pouco ortodoxas. Falo de Lindsay Lohan ou Britney Spears

Ambas começaram na Disney, tiveram, cada uma, na sua dimensão, protagonismo na música e no cinema. Tal e qual como Mischa Barton viram a sua vida cair a pique nesta década, devido à adição a drogas e álcool. Embora a Britney tenha uma popularidade inegável até hoje, Mischa, devido à sua participação em O.C. ficou popular graças à stylist da série. Juntas criaram uma imagem de marca que ultrapassou a ficção e que também dava espaço a Rachel Bilson, outra das protagonistas. No outro espectro das bad girls temos as incontornáveis Paris Hilton e Nicole Richie, longe dos escândalos relacionados com estupefacientes, mas bem perto de muitos outros. Aqui víamos também Kim Kardashian, que na época permanecia na sombra da amiga Paris, mas que pouco mais tarde tinha o seu próprio programa de TV. Depois, ainda nesta vibe party/trashy/it girl, temos Cory Kennedy, uma das mais importantes figuras it, que se tornou popular ainda adolescente devido à sua ligação com Cobrasnake.

Ainda na música, vimos a ascensão de Pink e Avril Lavigne, caracterizadas pelo seu estilo pseudo punk e a sua imagem de duronas. Rihanna e Beyoncé, Jennifer Lopez, Christina Aguilera e Shakira. No cinema Angelina Jolie dava vida  a Lara Croft e conquistava uma legião de fãs. Scarlett Johansson, Sienna Miller, Rachel McAdams, entre muitas outras actrizes, inspiravam as massas. Mas, após The O.C., era uma série que gerava maior atenção em termos de tendências. Gossip Girl foi o exemplo supremo, na segunda metade da década. Com um plano de marketing que envolvia marcas de topo, uma história que prendia adolescentes, e não só, e um casting de gente bonita (que se provaria talentosa), a série fez de Blake Lively e Leighton Meester das maiores it girls da ficção.

Na Moda automaticamente lembro-me de um nome: Agyness Deyn. Lembro-me de a ter em mil recortes para scrapbook e de vê-la como única, dona de um estilo completamente diferenciado. Coco Rocha também sempre esteve nas minhas favoritas, mas era Gisele quem mais aparecia nas revistas enquanto exemplo a seguir.

Kate Moss, Gémeas Olsen, Alexa Chung, Georgia May Jagger, Peaches Geldof, Alice Dellal... e muitas mais marcaram a década e quase todas começaram a sua carreira na adolescência, ou sempre foram alvo de flashes devido a pais famosos.



Um exercício de observação, que podemos fazer com base em tudo isto, mostra a plasticidade de algumas destas mulheres em se reinventarem e passados dez/quinze anos conseguirem manter-se como líderes de opinião, que movem milhões de dólares e pessoas.

Ver este documentário.

Comentários

  1. Alexa Chung... Não a vejo muito nos 00's mas é a minha It Girl do coração. Nem é por gostar muito dela, é porque sim, porque a escolhi e escolho sempre o estilo dela. Esse mesmo, que teve direito a uma entrada na minha tese. :P

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  2. Joana, percebo porque não a vês ;) As It Girls do fim da década cresceram já com um pé nesta e tornaram-se ainda mais populares... Mas aqui fui escolhendo conforme a memória e incluí todas as que achei relevantes com começo antes de 2010. Gosto mais dela do que já gostei, mas ainda assim prefiro outras!

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