14 de abril de 2015

Rebel Wilson | Sem Pena, Com Respeito



"I think sometimes girls look at Victoria’s Secret models and think that they have to model themselves after that, but I really don’t think that’s the best, even though they are called ‘models,’ they’re not the best people to model yourself after." 
Via People

Rebel Wilson é australiana e uma das comediantes mais bem sucedidas dos nossos tempos. Há uns anos mudou-se para Hollywood e foi logo seleccionada para filmes de comédia ao lado dos namoradinhos da América. A sua imagem foge aos cânones da indústria do Cinema, Rebel é gorda. E não mostra querer mudá-lo, aceita como é e usa o seu corpo como a sua melhor ferramenta, após o seu cérebro, tal qual um bom actor ou actriz fazem. 

Hoje vi as fotos da actriz na passadeira dos MTV Movie Awards 2015 (evento que apresentou em 2013). Envergando um soutien bastante adornado, umas leggins de polipele, sapatilhas e umas gigantes asas brancas, Rebel parecia querer assemelhar-se ironicamente aos famosos anjos da Victoria's Secrets. Se dúvidas existissem, o seu rabo marcou um statement: THINK, escrito em letras garrafais. Foi uma estratégia de marketing para o seu mais recente filme, a estrear, Pitch Perfect 2, onde se aplica a mensagem de aceitação aos diferentes tipos de corpos.

Pôs-me a pensar... será ela gozada ou aplaudida? Só uma certeza na minha cabeça, pena ninguém vai sentir, porque ela fez de propósito para passar uma mensagem. Ninguém tem pena de quem ri de si mesmo e como tal sentem-se à vontade para exercer uma sinceridade brutal face aos "defeitos" dessa pessoa. Indivíduos como a Rebel não são alvo de compadecimento porque eles próprios verbalizam como realmente são, sem filtros. Numa entrevista ela vangloria-se quanto às suas medidas:
"Bigger girls do better in comedy, I don't know why. Maybe because people find it easier to laugh. It's very hard to laugh at someone who's very attractive, I think. And normally those people don't have a great personality anyway."

A imagem propícia à risada, e obviamente o talento, fizeram com que subisse na sua carreira, ela própria o admite. O que aconteceria se emagrecesse? As pessoas iriam levá-la mais a sério? Iriam aplaudi-la pela nova imagem e, precedentemente pelo estilo de vida mais saudável? Será que precisamos de um alvo fácil para rir, de uma imagem fora da onda que a sociedade quer surfar? Se fosse uma Johanson a fazer os papéis de Wilson iríamos rir tanto?

O wikipédia diz-nos que se decidiu por esta carreira quando numa alucinação, derivada da contração de malária na África do Sul, se viu a ganhar um Óscar de Melhor Actriz. Verdade ou não, obrigado malária!

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