13 de abril de 2016

O que é que o Snapchat tem?



Tem Miranda Kerr, a namorada de um dos co-fundadores, Evan Spiegel. Ele, Bobby Murphy e Reggie Brown criaram um conceito algo inovador em 2011, pensando numa forma mais divertida e directa de comunicação virtual. Quem melhor que jovens millennials para satisfazerem a sede dos seus pares por novidades e seguirem a doutrina carpe diem? O Snapchat também me tem a mimuma curiosa nisto das redes sociais, embora desconfiada. Em relação a esta app pensava que qualquer pessoa me podia enviar o que quisesse e tinha medo de receber fotos estranhas/ intimistas/ à la Chatroulette. Depois percebi que só nos encontram se souberem o nome de utilizador ou o número de contacto. Esta discrição acontece em parte devido à recusa em vender o Snap ao Facebook, uma jogada arriscada e que parece sublinhar a inteligência do actual CEO, Spiegel, que foi considerado, em 2015, o jovem mais rico do planeta.

Se aprendemos algo nesta era da Internet é que temos de estar online a cada momento e com as ferramentas tecnológicas conseguimo-nos sentir mais perto das celebridades ou, até mesmo, tornarmo-nos uma. Hoje a maioria das pessoas que admiramos, ou seguimos o trabalho, faz questão de nos mostrar os seus passos diários e ter uma atitude muito próxima dos comuns mortais. Também estes podem partilhar o seu quotidiano, mesmo que aborrecido, e sentirem-se gratificados com cada visualização ou print screen. A volatilidade do Snapchat faz-nos correr riscos, surgindo vídeos e fotos que não passariam a curadoria do nosso Instagram ou a aceitabilidade do Facebook, onde temos laços de amizade virtuais com familiares e colegas de trabalho. O Snap tornou-se género um playground das redes sociais, onde fazemos monólogos, stand up comedy, sketches e apanhados. Tudo para fazer rir e sorrir os seguidores. 




Todas as redes sociais contribuíram para uma alteração significativa no comportamento social, porém o Snapchat puxa pela nossa criatividade e veia artística. Podemos ser todos actores e interpretar as diferentes personagens (filtros) ou criar a nossa própria novela. Ok, no Youtube já se faziam certas palhaçadas, mas com proporções desmedidas e sem o secretismo da criação de Spiegel, Murphy e Brown. Muita gente ficou conhecida com o prefixo youtuber e agora a nova cena é ser snapchatter. A nova Playboy usou o conceito da aplicação para a sua capa, com as tais fotos intimistas que nos passados dois, três anos passaram de soft porn para o hobbie de milhares de adolescentes e jovens adultas.

Não sigo muitas contas nesta aplicação pois o tempo e bateria que consumo a ver a história e o chat directo já é bastante. Chegou uma altura que a mezinha relaxante para dormir bem era uma risada com os filtros. Agora estes têm-se repetido e fico a invejar a Kylie Jenner (aka Snapchat Queen), não pelas pulseiras Cartier e os Ferraris na garagem, mas sim pela quantidade de filtros que ela partilha!

Para verem caretas e imagens giras - futuroontem

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