13 de junho de 2016

Culte Bags



Esta é uma amostra dos objectos de desejo mais úteis no nosso guarda-roupa. Carteiras que já são de culto e que fazem sonhar. No sentido do ponteiro dos relógios:
3.1 Phillip Lim Mini Alix
Mansur Gavriel Bucket
J.W. Anderson Pierce Bag
Victoria Beckam Half Moon
 
O funeral do modelo Birkin, da Hermés já foi há muito celebrado, não só com o pedido de alteração do nome por parte de Jane Birkin, mas também com a chegada de refrescantes designers. Representando Casas megalómanas ou em nome próprio, criaram modelos que se adequam à mulher moderna e prometem reinterpretações nos próximos desfiles. Há anos que não se gerava tanto interesse em torno de modelos de carteira novos e se antevia o seu estatuto de novos clássicos. No caso da Gucci é como vermos uma fénix renascer das cinzas. Tudo graças a Alessandro Michelle que devolveu o orgulho em usar os dois G da Casa ao consumidor. De aborrecidas e um pouco à mãe dos anos 90 a peças statement, criadoras de grandes invejas, as carteiras Gucci fizeram um longo caminho.

Jackie Kennedy com uma Jackie da Gucci

Por aqui chegou a hora de falar de um dos meus meninos queridos da Moda, Jonathan William Anderson. Descobri-o em 2013 e fiquei tão rendida que fui ver todas as colecções anteriores. Rompe barreiras e dá-nos a certeza de que os seus looks supostamente futurísticos são absolutamente contemporâneos e prontos a usar. A ascensão das suas carteiras ao prefixo it aliada ao trabalho inspirador feito na Loewe são a prova de que é um dos designers do momento. À semelhança de Michelle tem também renovado a marca espanhola, dando-lhe jovialidade e um estatuto incontornável que talvez nunca tinha alcançado antes.

Leandra Medine com uma Logo Purse J.W. Anderson

Na nossa era, de apreciação do real e térreo, celebridades não baptizam malas, criam-nas. É o caso de Victoria Beckham que de elemento de uma poderosa girls band passou a mulher de futebolista e neste momento é das designers mais sonantes da indústria. O seu bom gosto em termos de vestuário sempre prometeu grandes façanhas e a promessa foi materializada, por exemplo, no seu modelo Meia Lua (em tradução livre). Também em Nova Iorque está sediada a marca Mansur Gavriel, cujos artigos são produzidos em Itália. As duas fundadoras, Floriana e Rachel parecem ter acertado na fórmula ao criarem sapatos e carteiras simples, modernos, de excelente qualidade e com cores tão apelativas que muitas esgotam logo e o cliente tem de esperar semanas por um restock. Em termos de design o modelo bastante popular, bucket, é fácil de ser copiado, mesmo que apareça nas lojas mais acessíveis com 1/10 da qualidade. 

 Elena Perminova com uma Faye da Chloé

Também já vi por aí algo muito semelhante ao modelo Alix da Phillip Lim e quase comprei, antes de descobrir a original. Fico sempre de pé atrás em adquirir uma cópia, mesmo que não exacta, de uma peça de autor. Esta prática está muito perto da contrafação, algo ainda mais grave e que tem um mercado multimilionário. As reproduções, quase sempre feitas e vendidas a partir da China, geram uma quebra grave nas vendas das marcas originais. Isto para que os ditos amantes da Moda a traiam em prol da exibição de um status quo completamente falso. Uma das Casas que mais sofre com este assalto aos seus desenhos é a Chloé, com a Faye e a Drew É esta dificuldade que encontro em ter algo de qualidade, sem ser uma imitação e que esteja dentro do meu orçamento, que me faz procurar por carteiras vintage. Pode ser que daqui a uns anos encontre uma Cocoon Flamenco por aí...

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