17 de outubro de 2016

D de Dries Van Noten

I have a responsibility to the people who work for me, the manufacturers I work with. There is no point to clothes that don't sell.
Read more at: http://www.brainyquote.com/quotes/authors/d/dries_van_noten.html
I have a responsibility to the people who work for me, the manufacturers I work with. There is no point to clothes that don't sell.
Read more at: http://www.brainyquote.com/quotes/authors/d/dries_van_noten.htmlI'm not trying to fight against systems and rules which are made by other people or which are established in fashion. It's just that we work in an organic way
I have a responsibility to the people who work for me, the manufacturers I work with. There is no point to clothes that don't sell.
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 Editorial por Sy Delorme

 
"I'm not trying to fight against systems and rules which are made by other people 
or which are established in fashion. It's just that we work in an organic way."
Dries Van Noten via The Independent
I have a responsibility to the people who work for me, the manufacturers I work with. There is no point to clothes that don't sell.
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I have a responsibility to the people who work for me, the manufacturers I work with. There is no point to clothes that don't sell.
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Descendente de duas gerações de alfaiates, Dries viveu sempre lado a lado com a alta moda masculina. Enquanto trabalhava como freelancer para algumas fábricas, formou-se na Royal Academy of Fine Arts na Antuérpia, tal como Ann Demeulemeester, Martin Margiela, Walter van Beirendonck, Dirk Van Saene e Dirk Bikkembergs. Este grupo foi denominado como Antwerp Six, criando de forma inovadora nos anos 80 e colocando aquela região belga no mapa do Design de Moda. Canalizou a sua criatividade para peças de alfaiataria estruturadas e com têxteis excêntricos, para aquilo que eram as tendências do início dos anos 90.


 Dries a fechar o seu desfile Primavera 2017, com instalação de Azuma Makoto


Em 1986, recém formado, criou uma linha de blazers, camisas e calças que conseguiu piscar o olho às gigantes Barneys e Whistles. Foi o suficiente para que abrisse o seu próprio espaço. A marca começou com uma loja em Antuérpia e hoje conta com mais de vinte, algumas com oferta para ambos os géneros, outras exclusivas para homem ou senhora. O negócio tem-lhe corrido bem, mesmo sem criar campanhas publicitárias. Este feito contribui ainda mais para o charme da Casa, envolvida numa sobriedade e elegância nada aborrecidas. Em 2008 recebeu o reconhecimento público, de muitos anos de trabalho, com o prémio CFDA International Designer of the Year.

Apresentação Primavera 2015 com instalação de Alexandra Kehayoglou


Com 58 anos Van Noten já foi entrevistado várias vezes, por todas as instituições do sector. Nestes testemunhos falou muito do seu atelier e escritório, onde trabalham equipas muito jovens que, segundo ele, necessitam arriscar mais. Compara-as à sua geração, na era Punk que foram as décadas de 70 e 80 e assim claramente é difícil igualar a aura disruptiva que o, agora plácido, designer já canalizou. Porém a sua postura calma e descontraída não o impossibilita de se afastar das regras da indústria, neste caso, de ser independente e gerir uma marca à sua medida. Hoje em dia, com todos os problemas financeiros que muitos nomes têm passado, seria fácil entregar-se a um grande grupo. Seria fácil emprestar vestidos a celebridades para ter aquela atenção extra, mas não é assim que esta Casa trabalha. Não faz colecções Pre-Fall nem Resort, fala abertamente de que desenha para vender pois tem salários a pagar e mostra preocupação em dar trabalho aos seus parceiros na Índia. Estas escolhas poderiam ser adjectivadas de conservadoras mas acabam por mostrar-nos um dos últimos punks reais do sector.



Proposta arrojada na colecção masculina Primavera 2017

Para mim as suas colecções são sinónimo de sensualidade. Sim, a sofisticação com que trabalha materiais e cortes, as personagens que cria, descontraídas mas senhoris, fazem-me querer mergulhar no seu universo criativo. O homem e a mulher Dries van Noten são magnéticos, fortes, nómadas, charmosos e inteligentes, de um modo sensual nada óbvio. Faz muitas vezes parte dos meus moodboards de shopping pois é das marcas que eu mais adoraria consumir, principalmente na secção masculina. A forma como trabalha as silhuetas em homem abre horizontes sem deixar de ser funcional. A sua estética mostra que é influenciado por um leque bastante ecléctico de imagens e acontecimentos, tanto pode ser um dos ícones mais populares de sempre como Marilyn Monroe, como turistas anónimos alemães que se cruzaram com ele num aeroporto. Isto demonstra sensibilidade, foco, criatividade e faz de Dries Van Noten um dos mais requintados contadores de histórias.


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