30 de novembro de 2016

You Shall Not Pass

Há imensas tendências que não escoam no meu filtro, nem de estilo pessoal nem de gosto. Para entrarem no mesmo perímetro têm de ser situações pouco práticas, que não são propriamente flattered e, principalmente, super massificadas. Se a imagem já denunciou a minha mensagem, por favor não me matem... Caso a Polícia da Moda realmente existisse dar-me-ia razão 😂. Fica aqui um apanhado do que não pode passar a fronteira de 2016!


Slip Dress + T-shirt
Reminiscência dos anos 90 e 00, esta combinação é a tendência mais seca e  o exemplo melhor do que escrevi acima. Na Primavera de 2015 vi uma miúda com um vestido floral igual ao meu, sem costas, com uma t-shirt branca por baixo e pensei "Que cool!".  Mesmo que as intenções fossem poder usar um soutien normal com aquele vestido, a ideia parecia-me gira. Até que toda  a gente pensou o mesmo e tornou-se algo intragável mas que certamente resolve muitas wardrobe malfunctions. É prático q.b. mas não me convence...
O pior? Vestidos que já estão costurados às t-shirts, à venda, prontos a consumir ou quando a sobreposição é feita com uma tee com print de bandas... Mas em breve falaremos sobre esse tema.



Skinny Jeans
A esta altura do campeonato é-me impossível assimilar homens que vestem apenas este modelo de calças. Tenho de respeitar mas não compreendo as idas à costureira para colocar tudo o mais justo possível. A repetição visual de silhuetas mais fluídas permite que se experimentem outras peças mais versáteis e confortáveis. Há um texto na Vogue que explica bem a minha visão: é a jornada de pernas masculinas que ao longo dos anos foi variando o corte das calças.
O pior? Quando o combo é feito com uma camisola ou t-shirt muito comprida. 




Cut Outs
A cena de ombros a descoberto é maravilhosa se não existirem mangas. É muito rebuscado para mim esta "criatividade" que tomou de assalto todas as lojas e braços. Um híbrido só resulta se a funcionalidade ficar a ganhar e este não é o caso...



Ganga DIY
Se muito escrevi sobre a ganga e o seu poder democrático, agora escrevo sobre a exagerada proporção que a popularidade de jeans rasgados e/ou com bainha desfeita tomou. Se por um lado ser cool nunca foi tão fácil como, literalmente dar uma tesourada às calças, pagar imenso para ter o efeito de base desconstruída não me cabe na cabeça. O facto é que a Zara desfaz bainhas melhor que nós... O pior? A cena das bainhas assimétricas.

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