23 de dezembro de 2016

F de... Franca Sozzani



"In these 25 years at ­“Vogue Italia” we have often taken that little mask off, we have participated, simulated, taken a stance. With facts: often, and definitely before anyone else, we have
often tackled themes that are usually ruled out from the scope of fashion magazines."
Redação da Vogue Itália, Novembro de 2016


Não conseguia escolher um designer, marca ou personalidade com a inicial F até pensar em Filippa K, um nome ainda discreto no sector. Como adoro o instagram da marca e os básicos com twist que fazem, iniciei a  pesquisa de imagens. Mas hoje a triste notícia do falecimento de Franca Sozzani foi a explicação para o adiamento deste post. Se há infelizes coincidências esta é uma delas...

Italiana, estudante de filosofia e literatura, iniciou o seu percurso na Vogue Bambini, em 1973. Seguiram-se LEI, futura Glamour italiana, e a Per Lui. Em 1988 chegou à Vogue Italia e passados apenas 6 anos tornou-se directora da revista, pautando o seu mandato por activismo social e inovação.

Nomes maravilhosos como Steven Meisel, Peter Lindbergh ou Bruce Weber trabalharam assiduamente junto da criativa. Este último fotógrafo foi o escolhido para a última edição da revista, com 4 capas diferentes e o título "A Dog is not just for Christmas". Modelos, crianças e figuras públicas posaram com cachorros num alerta ao abandono dos animais de estimação. Eu, como dog person assumida, adorei cada fotografia de Weber, que já tem uma vasta colecção de imagens com amigos de  quatro patas.

Esta escolha por um tema social e solidário é a cara de Franca, que em 2008 criou o "Black Issue", uma edição da revista que apelava à diversidade racial e cultural na escolha dos manequins. Em 2005 o foco incidia nas operações plásticas, com a edição "Makeover". Na edição masculina L'Uomo Vogue dedicou capa e conteúdo de Junho 2012 ao tema  "Rebranding Africa", focando-se nas políticas internacionais. Um ano antes criou o separador Vogue Curvy onde é dada atenção a mulheres de corpos curvilíneos e volumosos. Em 2016 foi homenageada pelo filho, Francesco Carrozzini, com um documentário e recebeu o prémio Swarovski Award for Positive Change, pelas mãos do British Fashion Council.

É a it woman que ambiciono ser quando crescer, um ícone de estilo e elegância floreada, é romântica, sofisticada, solidária. Vamos homenageá-la por muitos e muitos anos, utilizando a herança visual que nos deixou e imensos retratos belíssimos que lhe roubaram. Num ano em que tantos nomes pesados das artes partiram, resta-nos dizer -Até sempre Franca!

Mais informações aqui.
Fotografias de Peter Lindbergh

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